terça-feira, 16 de setembro de 2014
Nesse mundo tão complicado...
O simples me encanta...
E o simples, é simples em tudo...
Está no cheiro de terra molhada, no amanhecer, no final da tarde, o pôr do sol e todo seu espetáculo... Está no sorriso, no abraço que envolve, protege...
Está no telefonema... um e-mail, uma mensagem... só pra dizer : "senti saudades".
Está no colo, no cafuné... no acordar... e no dormir depois daquele almoço...
O simples encanta, o simples fascina...
Está no "eu te amo"... seja de mãe, de filho, namorado, marido e de um amigo...
Que seja verdadeiro, isso é que tem importância...
O simples está no olhar, na voz... em tudo que nos é dado de graça...
O simples está no lembrar sem data especial...
Está no : Liguei pra ouvir sua voz... Liguei só pra dizer boa noite...
Está naquilo que preenche o dia, e que por ser eu e você tão acostumados com o complicado, não notamos... fazer alguém feliz, ser feliz... não tem complicação, depende de como você vê... de como você recebe e oferece, mas principalmente... do modo como você sente..
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Sobre o amor...
O que eu aprendi sobre o amor, filho, é que ele é feito de faltas e presenças.
E que nenhuma das duas pode faltar. Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
TEMPO VERBAL
Viver o concreto com a substância do sonho. Saber-se finito para buscar o infinito. Olhar com a sede da primeira vez e o zelo da última. Cultivar cócegas de medo como quem freqüenta montanha russa. Comprar loucurinhas no supermercado. Surpreender o previsível. Assustar-se consigo mesmo. Abandonar velhas convicções como quem sai pra comprar cigarros. Amar com extrema paixão e absurda suavidade. Amar em duas línguas, amar em muitas línguas, amar com a língua. E com os olhos, aromas, o dorso da mão, atrás da orelha. Continuar a busca por lugares escondidos. Ser livremente cúmplice. Amar em atos. Falar no ouvido. Ter certezas como se não fossem. Falar delicado. Agir suave. Transar violento. Gostar. Cantar desafinado. Doer de saudade por cinco minutos. Ter palpitações constantes sem diagnóstico concluído. Chorar mais vezes. Rir tanto quanto. Abanar as brigas com sopros de riso. Beijar o tempo. Deixar que a alma seduza o corpo. Viver a vida no infinitivo.
POSTADO EM: AMOR E PONTO
terça-feira, 15 de abril de 2014
Meu Amor
Todo mundo repara ou lembra quando empenhou a primeira vez eu te amo numa relação.
Qual o momento exatamente. O dia, a hora, os minutos. Após o sexo, embevecido. Ou no cinema escorregando as palavras num beijo. Ou antes de um aceno ao trabalho.
Aquele eu te amo que rodopiou na garganta até ganhar a forma da boca. Aquele eu te amo que fora ensaiado em diversos momentos de alegria, e recuou por vergonha.
Quando ele vem, é um balbucio: estranho, inseguro, desajeitado como um pedido de desculpa.
Sim, o primeiro “eu te amo” é um pedido de desculpa:
– Desculpa, eu te amo.
– Desculpa, eu me ferrei.
– Desculpa, não quis, só que aconteceu.
O primeiro eu te amo é uma série vitoriosa de fracassos. Fracasso da amizade (não consigo ser mais seu amigo). Fracasso da independência (não consigo mais viver longe de você). Fracasso da mentira (não consigo mais mentir para você).
A declaração aparece tímida. Temos que sempre repetir – este é o constrangimento. O primeiro eu te amo nunca é ouvido. E ainda enfrentaremos a pergunta desconfiada de nossa companhia: “O que você disse?”.
Ai, como é sufocante. Muitos mentem e, já acovardados, não insistem. Expor o eu te amo parte de uma tontura, repetir é embriaguez.
O primeiro eu te amo surge com voz de adolescente, aquele timbre indefinido, arenoso: metade infância, metade adulto. Soprado, sussurrado, comovido.
É um caminho sem volta. Um desabafo que se consome em decisão e que se impõe como destino. Depois não tem como alegar que errou, que se confundiu, não há retratação possível, seu advogado não poderá construir nenhuma versão convincente para desfazer o mal-entendido.
Mas o primeiro eu te amo, ainda que represente uma estreia da vida a dois, é discreto diante de outro movimento dos lábios que costuma passar despercebido.
Quando chamamos o nosso par de “Meu Amor”. Quando personificamos o Amor.
Quando ele deixa de ser um nome, alguém, para ser o nosso próprio sentimento.
Quando abandonamos seu registro, seu batismo, para tratá-lo como se fosse a nossa emoção encarnada.
Não tem como consertar, a projeção virou realidade. É quando realmente confiamos nossa individualidade.
É amor para cá, é amor para lá, é amor para acordar, é amor para dormir, é amor para pedir qualquer coisa, é amor no e-mail, no telefone, nos cartões. É amor amor amor infinito, dobrado, multiplicado, incansável.
Está feito o estrago. Se nos despedirmos, se nos separarmos, não estaremos nos afastando de uma pessoa, e sim do Amor.
Fabricio Carpinejar
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Casamento
Casamento
É difícil, é complicado, é pesado…mas garanto: é a melhor fase da vida!
Tem gente que fala que perde a liberdade, mas na verdade, você se torna livre para ser quem é de verdade, sem máscaras e sem pudores.
Tem gente que fala que não tem sexo todo dia. É óbvio que não tem sexo todo dia, mas tem conchinha todo dia, e tem sexo toda vez que vc quiser.
Ai falam que perde a magia, acaba a saudade, some a surpresa. Mas tem o convívio, as pequenas coisas, os mínimos detalhes.
O café da manhã de final de semana vira uma festa, a esticada da madrugada é amplamente comemorada, o instante mais simples se torna a lembrança mais divertida.
É o amadurecimento da relação, a continuidade do amor, o início da família.
Os problemas aumentam, mas quando são resolvidos, se tornam conquistas. As expectativas são outras, os desejos são outros, as vontades mudam, os valores se renovam, as idéias se transformam e se adaptam à nova realidade.
E tem os filhos…Meu Deus, os filhos. É a certeza definitiva de que vc fez a coisa certa ao se unir com alguém. Muda completamente o foco sobre todas as coisas e surge o verdadeiro sentido da vida.
Tem a segurança de chegar em casa e saber o que vai encontrar, a estabilidade de saber que sempre vai ter com quem contar, a certeza de não mais estar só.
E tem emoção sim…muita emoção!! Das brigas que fazem o prédio tremer, e depois ficar de bem, tem as escapadas durante o soninho das crianças, a pegada no quarto do lado, o carinho de leve no carro lotado, o sussurro na hora do jantar.
Também tem a troca de olhar que diz tudo sem ter que falar nada, o toque que arrepia só de encostar, a cumplicidade, o companheirismo, o cuidado, o cheiro, a pele, a conta conjunta, as contas para pagar, os problemas , as lembranças do namoro , a rotina …..isso é casamento.
É difícil, é complicado, mas eu gosto…gosto muito de dividir a vida contigo ! TAI!
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Duas pessoas, duas vidas, duas personalidades, mas tudo isso não importa, porque é um amor. Juntos somos o sorriso, o abraço, o conforto e o todo. Somos ridiculamente opostos e extremamente parecidos. Nosso amor completa a falta, consola e substitui a dor, com o mais puro e infinito amor. Porque é com você que eu quero estar pra sempre. É com você que quero trilhar o meu caminho, o nosso caminho. ”
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